DESCENDENTES DE JOSÉ VIEIRA DA FONSECA E OS RIBEIROS DO VALE (RAMO PAULISTA) Letras coloridas sâo LINKS
sexta-feira, 15 de agosto de 2025
sexta-feira, 25 de julho de 2025
quarta-feira, 9 de julho de 2025
Saga de uma familia Judia
Em 1492 , os reis católicos Fernando e Isabel expulsaram os
judeus da Espanha. O rei de Portugal, D. João II , permitiu que eles entrassem
em Portugal mediante o pagamento de 8 cruzados por pessoa, mas deveriam deixar
o pais na prazo de 8 messes, como nem todos tinham condições financeiras para
isso, a grande maioria continuou no pais.
Em 1493, D. João ordenou que os judeus, que até então não
haviam imigrado, deveriam ser vendidos como escravos e entre eles estava Abgail
Curriel, uma mocinha apelidada de Pucarinha
comprada como escrava por D. Gerônimo de Saldanhã e Bovadilha nobre
espanhol residente em Portugal. D. Gerônimo teve com a escrava dois filhos
naturais Fernando Nunes e Duarte Nunes de Coimbra, que em 1497 foram batizados
á força junto da mãe e outros ilhares de judeus sefarditas, passando a fazer
parte dos cristãos novos, nova classe social-religiosa que assim se
diferenciava dos cristãos velhos, já de antiga ascendência cristã.
Fernando Nunes retornou ao judaísmo, emigrou para a Turquia
e, em 1560, já bem velho, era medico na corte do sultão.
Duarte Nunes, aparentemente católico, permaneceu em Portugal
, estabelecido como comerciante de tecidos em Coimbra e casado com Gracia de
Vitoria, também cristã nova, seus filhos se espalharam pelo mundo, Francisco de
Vitoria revelou-se um católico fervoroso, veio para a América, foi bispo de
Tucumán, Argentina e arcebispo do Mexico.
Diogo Peres da Costa voltou ao judaísmo, mudou o nome para
Jacob Curriel foi para a Venezuela e Salônica.
Felipa, filha única ficou em Portugal e casou com um
comerciante também cristão novo , um de seus netos entretanto veio para o
Brasil, chamava-se Benjamin Benveniste, mas mudou o nome para Duarte Ramires de
Leon, querendo assim evidenciar sua origem nobre, pois descendia de Ramiro II,
rei de Leon, Asturias e Galiza. Radicou-se no Rio de Janeiro onde em 1617 se
casou com Beatriz Mendes, dedicou-se a produção de açúcar , sendo proprietário
do Engenho Colubandê , em São Gonçalo, o casal teve 10 filhos.
Mais tarde Duarte, talvez temendo a inquisição que já
começava a atuar no Brasil, vendeu o engenho, e com vários filhos se mudou para
Amsterdã, onde já tinha parentes. Tudo indica que 4 de seus filhos ficaram no
Rio de Janeiro, 2 mulheres com seus maridos senhores de engenho, caíram nas
garras da Inquisição, e o mesmo aconteceu com um dos filhos Joan Mendes de Leon
filho caçula que casou com uma índia Francisca Correa de Sousa. Os índios de
modo geral eram tutelados pelo rei e protegidos pela igreja o que de certa
forma os protegia da Inquisição,
Continua
Além do mais Francisca tinha uma notável ascendência , neta
de Araribóia, o cacique índio que ajudara Estácio de Sá a expulsar os franceses
do Rio de Janeiro, em 1567. Por isso nem João nem seus descendentes foram
importunados pela Inquisição, mas não escaparam da discriminação racial imposta
pelo Estatuto da Pureza de Sangue que impedia, até a sétima geração, que
descendentes de judeus, árabes, índios, e negros fossem funcionários públicos,
padres, eleitos, militares.
Uma trineta de João Mendes de Leão e de Francisca, Rita
Joaquina Maciel, casou-se na capitania de Minas Gerais em 1793 com Manoel
Joaquim Ribeiro do Vale, de ascendência paulista e açoriana cristãos velhos
tradicionais. Mesmo assim, o marques de Pombal ter abolido a distinção entre
cristão novo e cristão velho, o estigma de “sangue impuro” não abandonou a
família mesmo vivendo na sociedade ela vivia insegura com o preconceito e ao
que tudo indica somente após a proclamação da republica Julião Ribeiro Salgado sexto
neto do casal judeu/índia João e Francisca e 11º neto da matriarca judia
Abigail Curriel, foi eleito juiz de paz em Santa Rosa de Viterbo e consegui a
patente de capitão da Guarda Nacional. Os descendentes de João e Francisca se espalharam pelo Brasil e
muitos voltaram para Portugal e outros países europeus onde voltaram a antiga
crença.
Mas com advento do nazismo, foram em sua grande maioria
exterminados nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Por
ironia do destino, escaparam das fogueiras da Inquisição, mas pereceram nas
câmaras de gás do Holocausto.
Por Paulo Ribeiro de Tarso
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025
segunda-feira, 9 de setembro de 2024
Em 1838 José Vieira e a familia eram moradores de Santa Rita do Sapucaí onde foi um dos fundadores, ele com 60 anos e ela com 48 juntamente com 2 filhos José de 16 anos, Luiza de 13 anos e 21 escravos, mudou-se em 1842 para os sertões de Casa Branca estabelecendo-se na fazenda Quatro Corregos e onde foi um dos fundadores de Santa Rita do Passa Quatro .
Quatro das filhas de José Vieira da Fonseca casaram com quatro dos filhos de Manoel Joaquim Ribeiro do Vale.
Pedro Ribeiro da Fonseca era filho de Inácio Ribeiro do Vale e Joaquina Cândida de São Joaquim
Inácio Ribeiro do Valle, n 1802 m 1847 , filho de Manoel Joaquim Ribeiro do Valle e Rita Joaquina Maciel, neto paterno de Joaquim José Ribeiro do Valle e Antônia Maria da Conceição, e neto materno de Bento Ribeiro Salgado e Angela Ferreira Soares.
Inacio casou-se em Pouso Alegre, em 23 /02/1824 , com Joaquina Cândida de São Joaquim n 1810, natural de São João Del Rey e filha do alferes José Vieira da Fonseca e Floriana Maria das Neves
Assento casamento de Inácio R. do Valle e Joaquina
Os vinte e três de fevereiro de mil oito centos e vinte e quatro nesta matriz de Pouso Alegre, feita as diligencias do ricto, sem impedimento, com provisão desta comarca as sete horas da manhã em minha presença e das testemunhas abaixo assignadas Francisco Garcia Duarte e José Garcia Machado, se receberão, por marido e mulher Ignacio Ribeiro do Valle, filho legitimo de Manuel Joaquim Ribeiro do Valle e de sua mulher Rita Joaquina Maciel já falecidos, natural de Aiuruoca, com Dona Joaquina Cândida de São Joaquim, filha legitima do alferes José Vieira da Fonseca e de sua mulher Dona Floriana Maria das Neves natural de São João Del Rei e logo receberão as bênçãos nupciais, que para constar fiz este acto que assigno.
Vigário João Dias
Inácio contribuiu com 30$000 na subscrição feita para formar a frota imperial em 1822.



















